Olho Seco · Superfície Ocular

Ardência, visão embaçada, olho que lacrimeja e coça?

Olho seco tem causa.

Não é sobre trocar de colírio. É sobre entender se o problema está na produção, na qualidade da lágrima ou nas glândulas das pálpebras — e tratar na origem.

O Dr. Bernardo Viana investiga o que está gerando o problema e conduz o tratamento adequado — em Cachoeiro de Itapemirim.

CRM 14052 · RQE 14055 Fellowship em Córnea e Catarata Consultas de segunda a sábado · Sábados das 9h às 12h
Mulher coçando os olhos na frente do computador — uso prolongado de telas como causa frequente do olho seco em Cachoeiro de Itapemirim
Você se reconhece?

Sintomas do olho seco — e um que surpreende

O olho seco tem um sintoma paradoxal: o mesmo olho que arde e tem sensação de areia pode lacrimejar sem parar. Isso acontece porque o olho irrita e produz mais lágrima reflexo — mas ela não resolve o ressecamento.

Você pode ter olho seco se sente…

  • Sensação de areia ou corpo estranho no olho
  • Ardência ou queimação, especialmente à tarde
  • Visão embaçada que melhora ao piscar
  • Olho que lacrimeja — paradoxalmente
  • Olho vermelho ao acordar ou no fim do dia
  • Dificuldade de usar lente de contato com conforto
  • Cansaço visual após leitura ou tela

Situações que agravam

  • Longos períodos diante de telas (piscar diminui)
  • Ambientes com ar condicionado ou aquecedor
  • Voo de avião (ar pressurizado muito seco)
  • Uso prolongado de lentes de contato
  • Alterações hormonais (menopausa, anticoncepcional)
  • Alguns medicamentos (anti-histamínicos, antidepressivos)
Olho saudável com filme lacrimal estável × olho seco com hiperemia conjuntival e lacrimejamento excessivo

O lacrimejamento excessivo pode ser um sintoma de olho seco: quando a lágrima é de má qualidade, o olho reage produzindo mais volume como reflexo — mas sem resolver o problema.

Por que acontece

O olho seco tem mais de uma causa — e cada uma pede um tratamento diferente

O filme lacrimal depende do equilíbrio entre uma camada aquosa e uma camada lipídica, produzida pelas glândulas de Meibômio nas pálpebras. O problema pode estar na quantidade de lágrima, na qualidade — ou nos dois. Identificar o mecanismo é o primeiro passo do tratamento.

Telas e foco prolongado

Na tela, o número de piscadas cai à metade. Menos piscadas = filme lacrimal que não se renova = evaporação acelerada.

Ar condicionado e ambientes secos

O ar seco e o fluxo constante de ar condicionado aumentam a evaporação da lágrima — ambiente de trabalho e avião são gatilhos frequentes.

Alterações hormonais

Menopausa, pós-menopausa, uso de anticoncepcional e andropausa alteram a produção lacrimal — é por isso que mulheres têm maior prevalência da doença.

Lentes de contato

A lente compete com o filme lacrimal pela umidade da superfície ocular. Uso excessivo ou lente inadequada para o perfil lacrimal agrava o ressecamento.

Como investigamos

O que acontece na avaliação de olho seco

O diagnóstico não é feito só com sintomas. Os testes medem quantidade, qualidade e estabilidade da lágrima — e avaliam as glândulas de Meibômio, responsáveis pela camada lipídica do filme lacrimal.

01

Anamnese detalhada

Quando os sintomas começaram, o que melhora, o que piora, medicamentos em uso, histórico hormonal e ambiente de trabalho.

02

Testes lacrimais

Teste de Schirmer (volume de lágrima) e tempo de ruptura do filme lacrimal (TBUT) — indicadores diretos do estado da superfície ocular.

03

Avaliação das glândulas

Exame das glândulas de Meibômio nas pálpebras — a disfunção dessas glândulas é a causa mais comum de olho seco evaporativo.

04

Plano individualizado

Com o perfil do olho seco definido, o Dr. Bernardo orienta o tratamento direcionado ao mecanismo principal do seu caso.

Ceratite puntata superficial por olho seco — lesões da superfície da córnea evidenciadas por fluoresceína sob luz azul cobalto
Ceratite puntata superficial — pontos verdes revelam lesões na córnea após instilação de fluoresceína sob luz azul cobalto
Margem palpebral inferior corada com lisamina verde — evidência de olho seco crônico com dano epitelial na borda palpebral
Olho seco crônico com alteração da margem palpebral — lisamina verde evidenciando dano epitelial após instilação do corante (teste específico para olho seco)
Quero entender o que está causando o meu desconforto
Como tratamos

Tratamento de olho seco: da causa ao alívio

Colírio artificial alivia. Tratamento adequado resolve. A diferença está em identificar o mecanismo — e agir nele.

Colírio artificial — alivia

Substitui a lágrima por horas

O colírio lubrificante oferece alívio temporário dos sintomas, mas não trata a causa. Se o problema está nas glândulas de Meibômio ou em alterações hormonais, o colírio não resolve — e o sintoma volta.

Tratamento adequado — resolve

Identifica e age na origem

Com o diagnóstico do mecanismo predominante — produção insuficiente, evaporação excessiva ou disfunção das glândulas — o tratamento é direcionado à causa, com controle duradouro dos sintomas.

Colírios e géis personalizados

Suporte lacrimal adequado ao perfil de cada caso — viscosidade, formulação e frequência definidas após a avaliação, não genéricas.

Higiene palpebral e cuidado das glândulas de Meibômio

Quando a disfunção das glândulas nas pálpebras é a causa principal, a higiene palpebral desobstrui as glândulas e melhora a qualidade do filme lacrimal — é um tratamento com protocolo definido, não apenas "lavar o olho".

Blefarite anterior com colaretes — escamas cilíndricas de debris na base dos cílios, sinal característico de infestação por Demodex e inflamação crônica das glândulas de Meibômio
Blefarite anterior com colaretes: escamas cilíndricas de debris na base dos cílios — sinal característico de infestação por Demodex e causa frequente de inflamação da margem palpebral e olho seco evaporativo

Microesfoliação da Margem Palpebral

Procedimento realizado em consultório que remove biofilme, debris e ácaros do gênero Demodex acumulados na margem palpebral — principais responsáveis pela inflamação crônica das glândulas de Meibômio. É indicado nos casos de blefarite anterior persistente, infestação por Demodex confirmada e olho seco evaporativo com resposta insuficiente apenas à higiene palpebral domiciliar. Ao desobstruir a margem palpebral, o procedimento restabelece condições mais favoráveis para a secreção lipídica das glândulas e para a estabilidade do filme lacrimal.

Oclusão punctal (plugs lacrimais)

Para casos de olho seco aquoso-deficiente, os plugs lacrimais reduzem a drenagem da lágrima natural, aumentando o tempo de contato da lágrima com a superfície do olho.

Orientação ambiental e de hábitos

Pausas de tela, posicionamento do monitor, umidificadores, óculos protetores em ambientes secos — pequenas mudanças com impacto real no conforto diário.

"Olho seco é a intercorrência mais comum
nos primeiros meses após a cirurgia refrativa a LASER."

Por isso, investigamos o filme lacrimal antes de indicar qualquer cirurgia — e tratamos quando necessário.
Saiba mais sobre a cirurgia refrativa

O ressecamento pós-cirúrgico, quando ocorre, tende a ser transitório e tem conduta específica definida na consulta.

Lentes de contato e olho seco

Tem olho seco e usa lente de contato?

A lente compete com o filme lacrimal — mas isso não significa que você precisa abandonar o uso. Com diagnóstico e tratamento corretos, é possível conciliar conforto e segurança.

O que acontece sem tratamento

  • A lente retém a lágrima e acelera a evaporação
  • Ardência e vermelhidão aparecem antes das 8h de uso
  • Visão embaça progressivamente ao longo do dia
  • Risco maior de ceratite e infecção em superfície comprometida

Com avaliação e tratamento

  • Escolha do tipo e material de lente adequado ao seu perfil lacrimal
  • Orientação sobre periodicidade e tempo máximo de uso
  • Olho seco controlado = lente mais confortável e segura
  • Acompanhamento regular para ajustes conforme a evolução
Quero saber se posso usar lente com meu olho seco
Avaliações reais

O que dizem os pacientes

Avaliações verificadas no Google. Resultado individual — cada caso é avaliado e tratado de forma personalizada.

S
Sarah M.
★★★★★

"Foi o único que conseguiu realizar meu tratamento de forma correta e deu a solução, fora no atendimento impecável, na atenção ao explicar cada detalhe desde o diagnóstico até a forma de usar as medicações."

Resultado individual — a indicação do tratamento depende do diagnóstico e das características de cada caso.

C
Camila P.
★★★★★

"Profissional extremamente competente, atencioso e cuidadoso em cada etapa do atendimento. Explica tudo com clareza, escuta com paciência e transmite muita segurança nas decisões. Senti que estava em boas mãos o tempo todo."

Resultado individual — a indicação do tratamento depende do diagnóstico e das características de cada caso.

A
Angela M.
★★★★★

"Consulta com calma... te ouve com paciência... tira todas as suas dúvidas... Foi a minha primeira consulta com ele e já o considero o melhor!"

Resultado individual — a indicação do tratamento depende do diagnóstico e das características de cada caso.

5,0 Mais de 50 avaliações no Google →
Dúvidas frequentes

Perguntas sobre olho seco

O que é olho seco e por que acontece?

A síndrome do olho seco ocorre quando o filme lacrimal não consegue manter a superfície do olho lubrificada de forma adequada. O filme lacrimal depende do equilíbrio entre uma camada aquosa e uma camada lipídica, produzida pelas glândulas de Meibômio nas pálpebras. O problema pode estar na quantidade de lágrima produzida — tipo aquoso-deficiente — ou na qualidade, quando as glândulas de Meibômio não funcionam bem e a lágrima evapora rápido demais — tipo evaporativo, o mais comum. A combinação dos dois mecanismos também é frequente.

Olho seco tem cura?

A síndrome do olho seco tem controle eficaz com tratamento adequado — na maioria dos casos, com melhora significativa do conforto e da qualidade visual. O objetivo é identificar o mecanismo principal e tratar na origem. O acompanhamento é contínuo porque alguns fatores causadores são crônicos (hormônios, ambiente, medicamentos), mas isso não impede uma vida com conforto visual.

Por que meu olho fica lacrimejando se o problema é ressecamento?

É um dos sinais mais confusos do olho seco. Quando a lágrima é de má qualidade ou insuficiente, a superfície ocular fica irritada e o olho reage produzindo mais volume lacrimal como reflexo de defesa — mas essa lágrima reflexa também é de qualidade inferior e não resolve o ressecamento. O resultado é o olho que lacrimeja sem parar e, ao mesmo tempo, arde ou tem sensação de areia. O diagnóstico diferencia esse lacrimejamento de outras causas, como obstrução do canal lacrimal.

Visão embaçada que melhora ao piscar pode ser olho seco?

Sim, é um dos sinais mais característicos. Quando o filme lacrimal está instável, a superfície do olho fica irregular entre um piscar e outro — isso causa embaçamento que melhora momentaneamente ao piscar, que redistribui a lágrima. Se a visão embacia ao final de uma longa leitura ou ao trabalhar no computador, o olho seco é uma causa importante a investigar.

A cirurgia refrativa a LASER pode causar ou piorar o olho seco?

Sim, o olho seco é a intercorrência mais comum nos primeiros meses após a cirurgia refrativa a LASER. O procedimento pode alterar temporariamente a sensibilidade da córnea, reduzindo o reflexo de piscar e a produção lacrimal. Por isso, na avaliação pré-operatória, o Dr. Bernardo Viana investiga o filme lacrimal de cada paciente antes de indicar a cirurgia. Quando há olho seco pré-existente, ele é tratado antes — e o ressecamento pós-cirúrgico, quando ocorre, tende a ser transitório e tem conduta específica.

Quem tem olho seco pode usar lente de contato?

Em muitos casos, sim — desde que o olho seco esteja controlado e a lente seja adequada para o perfil do paciente. A lente de contato compete com o filme lacrimal e pode agravar o ressecamento sem acompanhamento. Com tratamento adequado e orientação sobre tipo de lente, periodicidade e higienização, é possível conciliar uso e conforto.

Qual o melhor colírio lubrificante para olho seco?

Não existe um único colírio lubrificante ideal para todos os pacientes — a escolha certa depende do tipo e da gravidade do olho seco de cada pessoa. Colírios mais viscosos protegem por mais tempo, mas turvam a visão por alguns minutos; colírios sem conservantes são obrigatórios para quem usa a medicação com frequência elevada, pois conservantes irritam a superfície ocular com o uso prolongado; e a composição (base aquosa, gel ou com componente lipídico) deve corresponder à camada deficiente em cada caso específico. A automedicação com lubrificantes de balcão alivia os sintomas temporariamente, mas não trata a causa — e o uso inadequado pode mascarar condições que exigem tratamento. Na consulta, o Dr. Bernardo avalia o perfil do seu olho seco e indica o lubrificante com a formulação certa para o seu caso.

Existe um oftalmologista especialista em olho seco em Cachoeiro de Itapemirim?

Sim. O Dr. Bernardo Viana — CRM 14052 · RQE 14055 — atende em Cachoeiro de Itapemirim com Fellowship em Córnea e Catarata, área que inclui o diagnóstico e tratamento das doenças da superfície ocular, como a síndrome do olho seco. As consultas acontecem de segunda a sábado, com sábados das 9h às 12h, no consultório no Shopping Cachoeiro (R. 25 de Março, 33 — Sala 505, Centro).

O diagnóstico certo é o primeiro passo para o alívio

Identifique a causa do seu desconforto e comece o tratamento adequado — em Cachoeiro de Itapemirim.

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