Ceratocone não precisa virar transplante na maioria dos casos. Com diagnóstico precoce e o tratamento adequado, é possível frear a progressão e recuperar qualidade de visão — em Cachoeiro, pelo 1º cirurgião de anel intraestromal no sul do ES.
O diagnóstico é feito com exames de mapeamento da córnea (topografia/tomografia), realizados na avaliação especializada.
A escolha depende do estágio da doença, da progressão e das características da córnea de cada paciente.
Nos estágios iniciais, óculos ou lentes de contato rígidas/especiais podem devolver boa qualidade de visão.
Fortalece o colágeno da córnea com riboflavina e luz ultravioleta, com o objetivo de frear a progressão da doença.
Segmentos implantados na córnea para regularizar a curvatura e melhorar a qualidade da visão.
Reservado para casos avançados, quando as demais opções não são suficientes. Técnicas penetrante e lamelar.
As opções não são excludentes e podem ser combinadas. A indicação é sempre individualizada, definida após exames específicos da córnea.
Quando necessário, o crosslinking é indicado para fortalecer as fibras da córnea com gotas de riboflavina e luz ultravioleta — no intuito de frear ou até mesmo impedir a progressão, na maioria dos casos.
Um pequeno implante de PMMA, com largura de aproximadamente 1mm, colocado dentro da córnea.
O anel intraestromal é conhecido internacionalmente como Anel de Ferrara — nome do médico brasileiro Dr. Paulo Ferrara, oftalmologista mineiro que desenvolveu e difundiu a técnica mundialmente. A partir de Belo Horizonte, o método chegou a dezenas de países e se tornou uma das abordagens cirúrgicas mais documentadas e utilizadas para o tratamento do ceratocone.
Dr. Bernardo Viana foi treinado pelo Dr. Paulo Ferrara e possui certificado de implante de anel intraestromal (Anel de Ferrara) emitido pelo próprio criador da técnica — assegurando ao paciente o mesmo padrão de formação que definiu o método.
A topografia e a tomografia corneal definem a localização exata do cone, a espessura estromal disponível e os parâmetros precisos do anel — espessura, comprimento de arco e posição de implante — individualizados para cada olho.
Um pequeno túnel é criado dentro da córnea para receber o anel — manualmente ou com auxílio do LASER de femtossegundo, conforme o caso.
Os segmentos são posicionados no túnel. O procedimento é rápido — em torno de 15 a 20 minutos — realizado com anestesia em colírio, sem sedação e sem internação. O paciente volta para casa no mesmo dia.
A melhora visual costuma ser percebida nos primeiros dias. O resultado final se consolida em semanas. Por ser um procedimento reversível, os segmentos podem ser removidos ou reposicionados se necessário, o que não compromete tratamentos futuros.
Em casos com progressão documentada, o implante de anel é frequentemente realizado em associação com o crosslinking: o anel regulariza a curvatura e melhora a visão de imediato, enquanto o crosslinking fortalece o colágeno corneal e freia ou estabiliza a progressão a longo prazo na maioria dos casos — combinando resultado visual e estabilidade.
O Dr. Bernardo Viana foi o primeiro cirurgião a realizar o implante de anel intraestromal para tratamento de ceratocone no sul do Espírito Santo — com subespecialização em Córnea e Catarata pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte e certificado de implante de anel emitido pelo Dr. Paulo Ferrara, criador da técnica que leva seu nome (Anel de Ferrara) e é usada em dezenas de países.
"Sou portador de ceratocone em estágio avançado e utilizei lentes de contato por 13 anos. Em poucos meses, alcancei uma qualidade de visão incrível e deixei de ser dependente e 'refém' das lentes de contato. Hoje tenho muito mais conforto, liberdade e qualidade de vida."
Resultado individual — a indicação do tratamento depende do estágio e das características de cada córnea.
"Excelente atendimento no meu tratamento de ceratocone. A introdução às lentes foi feita com todo cuidado e paciência, o que fez toda a diferença na minha adaptação. Recuperei minha qualidade de vida. Recomendo com toda confiança!"
Resultado individual — a indicação do tratamento depende do estágio e das características de cada córnea.
"Dr. Bernardo fez minha cirurgia e dos meus dois filhos. O zelo, cuidado e dedicação têm feito a diferença na nossa luta com o ceratocone. Gratidão pelo excelente atendimento."
Resultado individual — a indicação do tratamento depende do estágio e das características de cada córnea.
O ceratocone não tem cura, mas tem controle. O crosslinking pode frear a progressão da doença, e técnicas como o anel intraestromal e as lentes de contato especiais melhoram a qualidade da visão. Quanto mais cedo o diagnóstico, melhores as opções de tratamento.
É um procedimento que fortalece as fibras de colágeno da córnea usando vitamina B2 (riboflavina) e luz ultravioleta, com o objetivo de frear a progressão do ceratocone. É indicado principalmente quando há sinais de que a doença está evoluindo.
O anel intraestromal, conhecido como Anel de Ferrara, é formado por segmentos semicirculares implantados dentro da córnea para regularizar a sua curvatura, reduzindo a distorção causada pelo ceratocone e melhorando a qualidade da visão. A indicação depende do estágio da doença e das características da córnea, avaliadas em exames específicos.
Em geral, a cirurgia refrativa a LASER convencional é contraindicada para quem tem ceratocone, pois pode enfraquecer ainda mais a córnea. Existem, porém, outras alternativas para melhorar a visão, definidas caso a caso na avaliação com especialista em córnea.
Sim. O ato de coçar os olhos é um dos principais fatores associados à progressão do ceratocone — e, em pessoas com predisposição genética, pode antecipar ou agravar o seu desenvolvimento. Tratar a alergia ocular e evitar coçar os olhos faz parte do tratamento.
Os sintomas mais comuns são visão embaçada ou distorcida, aumento frequente do grau — principalmente do astigmatismo —, sensibilidade à luz e imagens com sombras ou "fantasmas". Costuma se manifestar na adolescência ou início da vida adulta. Diante desses sinais, o ideal é procurar avaliação com exames específicos da córnea.
Em geral, o ceratocone progride mais na adolescência e nos adultos jovens e tende a se estabilizar com o passar dos anos, quando a córnea se torna naturalmente mais rígida. A idade, porém, não é o único fator: coçar os olhos — hábito comum em quem tem coceira por alergia ocular — é um dos principais fatores associados à progressão da doença em qualquer idade. Por isso, tratar a alergia, evitar coçar e manter acompanhamento regular com o especialista em ceratocone é essencial.
Sim, na maioria dos casos. As lentes de contato especiais — como as rígidas e as esclerais — costumam proporcionar visão melhor do que os óculos no ceratocone, pois compensam a irregularidade da córnea. A adaptação deve ser feita por especialista, com acompanhamento regular.
O transplante é reservado para os casos mais avançados, quando há cicatrizes na córnea ou quando as lentes especiais e o anel intraestromal já não proporcionam visão satisfatória. Com diagnóstico precoce e os tratamentos atuais, a maioria dos pacientes com ceratocone não precisa de transplante.
Depende do tipo de lente ou de anel indicado: existem diferentes modelos, escolhidos para proporcionar melhor adaptação e qualidade de visão em cada caso. É preciso uma avaliação com exames específicos para definir a opção mais indicada — agende uma consulta para conhecer a melhor proposta para a sua necessidade.
Não existe uma opção melhor para todos — são tratamentos com papéis diferentes. As lentes de contato especiais corrigem a visão sem cirurgia e costumam ser a primeira escolha; o anel intraestromal (Anel de Ferrara) é indicado para regularizar a curvatura da córnea, especialmente quando há intolerância às lentes. Em alguns casos, os dois se complementam. A escolha é definida em consulta, com base nos exames e no estágio do ceratocone.
Conteúdo revisado por Dr. Bernardo Viana — Oftalmologista · CRM-ES 14052 · RQE 14055
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