O ceratocone deforma a córnea de forma progressiva, geralmente a partir da adolescência. Com diagnóstico precoce e o tratamento adequado, é possível frear a progressão e recuperar qualidade de visão.
O diagnóstico é feito com exames de mapeamento da córnea (topografia/tomografia), realizados na avaliação especializada.
A escolha depende do estágio da doença, da progressão e das características da córnea de cada paciente.
Nos estágios iniciais, óculos ou lentes de contato rígidas/especiais podem devolver boa qualidade de visão.
Fortalece o colágeno da córnea com riboflavina e luz ultravioleta, com o objetivo de frear a progressão da doença.
Segmentos implantados na córnea para regularizar a curvatura e melhorar a qualidade da visão.
Reservado para casos avançados, quando as demais opções não são suficientes. Técnicas penetrante e lamelar.
As opções não são excludentes e podem ser combinadas. A indicação é sempre individualizada, definida após exames específicos da córnea.
Indicado quando óculos e lentes já não corrigem a visão de forma satisfatória, o implante de anel intraestromal é uma alternativa cirúrgica segura, reversível e com resultados amplamente documentados na literatura científica.
O anel intraestromal — também chamado de ICRS (Intrastromal Corneal Ring Segments) ou Anel de Ferrara — é composto por um ou dois segmentos semicirculares de polimetilmetacrilato (PMMA), material biocompatível e inerte, inseridos dentro da espessura da córnea.
Diferentemente de outras cirurgias, o implante não remove tecido corneal: ele remodela mecanicamente a curvatura, preservando as opções de tratamento futuras — incluindo o transplante de córnea, se necessário.
O mecanismo baseia-se em um princípio clássico da cirurgia refrativa descrito por José Barraquer: a adição de massa na periferia da córnea provoca o aplanamento do centro. No ceratocone, onde o cone central está projetado para fora, os segmentos periféricos redistribuem a curvatura, regularizando a superfície e reduzindo o astigmatismo irregular.
Estudos publicados no Journal of Refractive Surgery e na revista Cornea documentam redução média de 3 a 5 dioptrias na curvatura máxima (Kmax) e melhora significativa na acuidade visual corrigida e não corrigida.
O anel intraestromal é conhecido internacionalmente como Anel de Ferrara — nome do médico brasileiro Dr. Paulo Ferrara, oftalmologista mineiro que desenvolveu e difundiu a técnica mundialmente. A partir de Belo Horizonte, o método chegou a dezenas de países e se tornou uma das abordagens cirúrgicas mais documentadas e utilizadas para o tratamento do ceratocone.
Dr. Bernardo Viana foi treinado pelo Dr. Paulo Ferrara e possui certificado de implante de anel intraestromal (Anel de Ferrara) emitido pelo próprio criador da técnica — assegurando ao paciente o mesmo padrão de formação que definiu o método.
A topografia e a tomografia corneal definem a localização exata do cone, a espessura estromal disponível e os parâmetros precisos do anel — espessura, comprimento de arco e posição de implante — individualizados para cada olho.
O laser de femtossegundo cria um túnel circular dentro do estroma corneal com precisão micrométrica — na profundidade exata calculada no planejamento, sem incisão manual. Isso reduz o risco cirúrgico e melhora a reprodutibilidade.
Os segmentos são posicionados no túnel. O procedimento é rápido — em torno de 15 a 20 minutos — realizado com anestesia em colírio, sem sedação e sem internação. O paciente volta para casa no mesmo dia.
A melhora visual costuma ser percebida nos primeiros dias. O resultado final se consolida em semanas. Por ser um procedimento reversível, os segmentos podem ser removidos ou reposicionados se necessário, o que não compromete tratamentos futuros.
Em casos com progressão documentada, o implante de anel é frequentemente realizado em associação com o crosslinking: o anel regulariza a curvatura e melhora a visão de imediato, enquanto o crosslinking fortalece o colágeno corneal e interrompe a progressão da doença a longo prazo — combinando resultado visual e estabilidade.
O Dr. Bernardo Viana foi o primeiro cirurgião a realizar o implante de anel intraestromal para tratamento de ceratocone no sul do Espírito Santo — com subespecialização em Córnea e Catarata pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte e certificado de implante de anel emitido pelo Dr. Paulo Ferrara, criador da técnica que leva seu nome e é usada em dezenas de países.
O ceratocone não tem cura, mas tem controle. O crosslinking pode frear a progressão da doença, e técnicas como o anel intraestromal e as lentes de contato especiais melhoram a qualidade da visão. Quanto mais cedo o diagnóstico, melhores as opções de tratamento.
É um procedimento que fortalece as fibras de colágeno da córnea usando vitamina B2 (riboflavina) e luz ultravioleta, com o objetivo de frear a progressão do ceratocone. É indicado principalmente quando há sinais de que a doença está evoluindo.
São segmentos semicirculares implantados dentro da córnea para regularizar a sua curvatura, reduzindo a distorção causada pelo ceratocone e melhorando a qualidade da visão. A indicação depende do estágio da doença e das características da córnea, avaliadas em exames específicos.
Em geral, a cirurgia refrativa a laser convencional é contraindicada para quem tem ceratocone, pois pode enfraquecer ainda mais a córnea. Existem, porém, outras alternativas para melhorar a visão, definidas caso a caso na avaliação com especialista em córnea.
Sim. O ato de coçar os olhos é um dos principais fatores associados ao surgimento e à progressão do ceratocone. Tratar a alergia ocular e evitar coçar os olhos faz parte do tratamento.
Agende sua avaliação com exames específicos da córnea e receba um plano de tratamento adequado ao seu estágio.
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